08/09/2026
A FCC é a terceira empresa de construção espanhola a nível mundial, de acordo com o relatório «Global Powers of Construction 2025» da Deloitte
A FCC é a terceira empresa de construção espanhola a nível mundial, de acordo com o relatório «Global Powers of Construction 2025» da Deloitte. Em linha com o crescimento registado pelas empresas espanholas, a FCC sobe posições no ranking global. A ACS mantém a décima posição. A Acciona subiu uma posição, alcançando o 19.º lugar. A Ferrovial subiu duas posições, atingindo o 39.º lugar. A FCC é a empresa espanhola que lidera o maior avanço, alcançando, no ranking global, a posição 37. A Sacyr ocupa o 57.º lugar, enquanto a OHLA recua para a 76.ª posição.
As 100 principais empresas cotadas do setor da construção a nível mundial alcançaram receitas agregadas de 1,972 biliões de dólares em 2025, mantendo-se praticamente estáveis em relação ao exercício anterior (-0,4%). No entanto, por trás desta aparente estabilidade esconde-se uma crescente divergência regional: enquanto a China continua a reduzir o seu peso relativo devido à desaceleração do setor imobiliário, a Europa e a América do Norte impulsionam novos investimentos ligados à transição energética, à digitalização e às infraestruturas críticas.
Em contraste com a estagnação global, as sete empresas espanholas presentes no Top 100 registaram um dos maiores crescimentos do mundo, com um aumento agregado das receitas de 17,1%, atingindo os 112 529 milhões de dólares, face aos 96 106 milhões registados no ano anterior. Pela primeira vez, as empresas de construção espanholas ultrapassam a barreira dos 100 000 milhões de dólares de faturação e consolidam a Espanha como o quinto país do mundo em volume de receitas no setor, ficando apenas atrás da China, do Japão, da França e dos Estados Unidos.
O crescimento das empresas espanholas refletiu-se igualmente nos mercados financeiros. A sua capitalização bolsista agregada aumentou 68,5%, atingindo 97 300 milhões de dólares, situando-se entre os maiores aumentos registados a nível mundial.
O setor continua a desenvolver-se num contexto complexo, marcado por tensões geopolíticas, pressão inflacionista, escassez de mão de obra especializada e volatilidade nos custos dos materiais. No entanto, fatores estruturais como a urbanização, a transição para economias com baixas emissões de carbono e o auge das infraestruturas digitais continuam a sustentar a procura a longo prazo.
Embora o setor continue a enfrentar desafios relacionados com o custo do financiamento, as tensões geopolíticas ou a escassez de talentos especializados, os grandes vetores estruturais de crescimento permanecem intactos. A urbanização, a modernização das infraestruturas, a transição energética e o desenvolvimento acelerado da inteligência artificial continuarão a impulsionar o investimento global na construção nos próximos anos.
Neste contexto, as empresas espanholas partem de uma posição especialmente favorável, graças ao seu elevado grau de internacionalização, à sua crescente diversificação e à sua liderança em áreas de forte crescimento, como os centros de dados, as infraestruturas energéticas e os modelos de concessão.
Podem descarregar o relatório clicando aqui.
