31/07/2026

A área de construção do Grupo FCC registou um aumento de quase 30% nas receitas durante o primeiro semestre de 2026

A área de construção do Grupo FCC registou um aumento de 29,9% nas receitas, atingindo os 1 757,5 milhões de euros durante o primeiro semestre de 2026. Este crescimento das receitas deve-se à contribuição das novas obras em carteira, destacando-se principalmente os projetos ferroviários e de infraestruturas desportivas, tanto a nível internacional como nacional. Por zonas geográficas, em Espanha, as receitas aumentaram 43,6%, atingindo os 812,9 milhões de euros, impulsionadas pelo maior grau de avanço das obras do Nou Mestalla (Valência), por diversos projetos de centrais energéticas e por novas centrais fotovoltaicas recentemente incorporadas à carteira.

Na Europa, as receitas diminuíram 11,4%, para 377,8 milhões de euros, devido ao avanço dos projetos. Na América, o volume de negócios atingiu 427,3 milhões de euros, o que representa um aumento de 46,4% em relação ao ano anterior, graças à crescente contribuição das obras ferroviárias em Toronto (Canadá), bem como na Pensilvânia e em Nova Iorque (Estados Unidos). Por último, no Médio Oriente e na Austrália registou-se um crescimento notável de 103,9%, atingindo os 139,5 milhões de euros, impulsionado fundamentalmente pelo avanço no estádio de Qiddiya e pelo progresso numa obra de habitação social na Austrália.

O resultado bruto de exploração (EBITDA) cresceu 20,2%, atingindo 91,1 milhões de euros, com uma margem operacional de 5,2%, inferior aos 5,6% do ano anterior. Esta variação do resultado e da sua margem de contribuição deve-se à evolução das receitas e a uma alteração na composição da carteira de projetos, em linha com o planeamento previsto para o período.

Por outro lado, o resultado líquido de exploração ascendeu a 68,6 milhões de euros, o que representa um aumento de 34,2% em relação ao período anterior, tendo a menor provisão para depreciação de ativos fixos permitido ampliar o aumento do EBITDA.

No final do primeiro semestre, a carteira de projetos registou uma redução de 4,5% em relação a dezembro de 2025, situando-se nos 9 150,8 milhões de euros. Esta redução deveu-se a um abrandamento do ritmo de contratação, na sequência do forte aumento registado ao longo do exercício anterior (+50,5% em relação a 2024). No âmbito internacional, a carteira diminuiu 4,8%, para 6 516,0 milhões de euros. Por seu lado, a carteira nacional registou uma diminuição de 3,7%, em consequência da conclusão de vários contratos.

No final do período e por tipo de atividade, as obras de engenharia civil mantêm a sua importância, representando 73,1% do total da carteira, a qual se concentra em grandes contratos públicos em determinados mercados seletivos da Europa e da América.

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